A Oxfam, organização internacional que combate a pobreza e a desigualdade, emitiu um alerta preocupante sobre a crescente desigualdade global. Em seu novo relatório, a Oxfam destaca que, em 2024, a riqueza acumulada pelos bilionários do mundo aumentou em impressionantes US$ 2 trilhões. Este crescimento se dá enquanto quase metade da população mundial luta para sobreviver com menos de US$ 6,85 por dia.
A organização denuncia que esse abismo entre os mais ricos e os mais pobres não é apenas um reflexo das disparidades econômicas, mas também uma consequência histórica das políticas neoliberais e do legado do colonialismo. O relatório sugere que, para reduzir essa desigualdade crescente, é urgente a implementação de uma taxação progressiva sobre as grandes fortunas, além de ações concretas que combatam os impactos do colonialismo, cujos efeitos ainda são sentidos em muitas regiões do mundo.
A Oxfam enfatiza que o aumento da riqueza dos bilionários não resulta em benefícios para a população em geral, mas, ao contrário, contribui para a concentração de poder e riqueza nas mãos de poucos. A desigualdade, segundo a organização, é um obstáculo significativo para o progresso social e econômico, prejudicando os mais vulneráveis e perpetuando ciclos de pobreza e exclusão.
A proposta da Oxfam é que governos adotem políticas fiscais mais justas, que incluam a taxação das grandes fortunas e a redistribuição de recursos, de modo a garantir uma maior equidade e justiça social. A organização também chama a atenção para o fato de que as populações mais afetadas pela pobreza são, frequentemente, aquelas que sofreram os impactos mais severos do colonialismo, sendo vital que se enfrente esse legado para promover uma recuperação global justa e inclusiva.
O relatório da Oxfam é um poderoso lembrete de que, em um mundo cada vez mais interconectado, a luta pela igualdade não é apenas uma questão de justiça social, mas também de construção de um futuro mais sustentável e próspero para todos.